DILMA ESTAVA CERTA?

Saudar mandioca e estocar vento:

O ano era 2015. A então presidente Dilma Rousseff 'saudou a mandioca' e, ao comentar sobre produção de energia elétrica, falou sobre 'estocar vento'.

Roberto Stuckert Filho/PR

Mas vamos por partes. Primeiro, a mandioca.

A mandioca foi e é o principal alimento das populações indígenas brasileiras, sobretudo no norte – onde, aliás, também é a comida principal de não indígenas. 

Divulgação / Codevasf

Ali, ao saudar a mandioca,  Dilma saudava a vida, mais ou menos como a Igreja de Roma saúda o pão e vinho na missa.

Em outubro de 2015, na ONU, Dilma fez uma metáfora sobre a dificuldade de se encontrar meios de armazenamento de energia eólica para uso não imediato.

Agora, sobre estocar vento.

Dilma (utilizando uma expressão do setor elétrico) deu uma conotação positiva àquilo que o senso comum sabe ser impossível – vento estocado é vento parado, portanto, não é mais vento.

A produção eólica ‘não pode’ ser estocada. Mas, conectando matrizes de geração de energia, o Brasil pode fechar comportas de hidrelétricas em épocas de vento forte nas áreas com turbinas eólicas.

Ou seja, Dilma não estava errada.

não

Comportas fechadas, na prática, acumulam água
e, indiretamente,
'estocam' vento.

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Desenvolvimento:
Rafael Targino

Texto original:
Haroldo Ceravolo Sereza

Foto de abertura:
Paulo Pinto/Agência PT